Caneta para celular 01

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Não
Qnt Material Necessário
1 Celular Smartphone
1 Fio de Cobre
1 Lápis
1 Papel Alumínio
Essa atividade não tem muita utilidade, mas como experimento científico ele é fantástica.
Idade para fazer
8
Idade para brincar
8
Grau de dificuldade
Fácil
Tempo
5
Área da atividade
Ciências,
Curiosidade,
Física,
Tipo da atividade
Experiência Científica,
Instrumento,
Recortar, dobrar e montar,
Local da atividade
Ambiente Aberto,
Ambiente Fechado,
Tema para fazer
Eletricidade,
Temperatura,
Termodinâmica,
Porque isso acontece?

Caneta para celular com papel alumínio

A ponta do lápis enrolada com papel alumínio funciona como uma “Caneta Stylus” porque ela é de metal. Os metais são bons condutores de eletricidade e calor.

Tente usar um lápis sem o papel alumínio ou um cotonete no celular e você vai descobrir que eles não conseguem registrar os toques na tela. Isso acontece porque a madeira e o plástico não são bons condutores de eletricidade.
Importante: nos celulares mais novos (tela é mais sensível) o lápis funciona mesmo sem o papel alumínio. Nesse caso você pode fazer dois testes diferentes.

a) segure o lápis pela ponta de grafite e passe a outra ponta na tela do celular;
b) segure o lápis pela ponta de madeira e passe a ponta com grafite sobre a tela. Nos dois casos o lápis não vai funcionar como uma caneta "Stylus".

Existem diversos tipos de telas sensíveis ao toque, para ilustrar essa atividade nós vamos falar de 2 tipos:

Capacitive Screen (usada em celulares)

As “Telas Capacitivas” precisam de um condutor elétrico para registrar os toques. Os dedos funcionam como condutor de eletricidade. O iPhone usa tela capacitiva.

Resistive Screen (usada em leitores como o Kindle da Amazon)

As “Telas Resistivas” usam a pressão para registrar os toques. Os dedos ou qualquer outro objeto (que não risque a tela) podem ser usados como uma “Caneta Stylus”. O console Nintendo DS usa tela resistiva.

Como descobrir se a tela é Capacitiva ou Resistiva?

Faça um teste com a ponta de um cotonete. Se o dispositivo registrar os toques a tela é resistiva, do contrário a tela é capacitiva.

O que pode dar errado?

Caneta para celular com papel alumínio

Cuidado: antes de fazer essa experiência verifique se a ponta do lápis com papel alumínio não possui alguma irregularidade que possa riscar a tela do celular.
    

O papel alumínio não precisa ser muito grande, 10 x 15 cm está ótimo.
    

O fio de cobre precisa ser grande o suficiente para ligar a área com papel alumínio a outra ponta do lápis. Uns 30 cm é um bom tamanho.
    

    

Celulares mais novos tem a tela mais sensível, a "caneta" vai funcionar até com o usuário segurando a madeira do lápis, longe do papel alumínio.

Nos celulares mais antigos a ponta da "caneta" precisa ter uma área ao menos 4 mm, é por esse motivo que o papel alumínio na ponta mais larga do lápis. Com celulares mais novos funciona até enrolando o papel alumínio na ponta mais fina do lápis.
    
Se a caneta não estiver funcionando pressione a ponta do lápis contra uma superfície plana para amassar o papel alumínio. Isso vai aumentar a área de contato com a tela do celular.

Fazer essa experiência com o fio de cobre é legal para mostrar que a madeira não é um bom condutor de calor, eletricidade, etc.
    
Use fita adesiva para prender um palito (ou outro lápis) na sua “caneta” improvisada. Enrole o fio de cobre ligando o papel alumínio a ponta do palito, depois teste se a "caneta". Primeiro faça o teste segurando a madeira longe do papel alumínio, depois enrole o fio de cobre e teste novamente.

Essa experiência foi testada em dois celulares:
    
mais antigo = Nokia Lumia 630                   mais novo = LG G4 Stylus 4G

Sugestão de sequência didática

Caneta para celular com papel alumínio

Cuidado: antes de fazer essa experiência verifique se a ponta do lápis com papel alumínio não possui alguma irregularidade que possa riscar a tela do celular.
    

Pais
Sempre que possível faça experiências científicas junto com seu(s) filho(s). Além de ser divertido (para os dois) é uma ótima forma para apresentar conteúdos que a criança verá na escola.
Explique “por que” essas coisas acontecem e deixe a criança repetir a experiência sob sua supervisão, isso ajuda a desenvolver a curiosidade, criatividade e a autoestima da criança.

Em 1968, os pesquisadores George Land e Beth Jarman realizaram uma reveladora pesquisa sobre criatividade com um grupo de 1.600 jovens nos EUA com base em testes usados pela NASA para seleção de cientistas e engenheiros.

Resultado

Idade

Pessoas testadas

Índice de Criatividade

5 anos

1.600

98%

10 anos

1.600

30%

15 anos

1.600

12%

25 anos ou mais

200.000

2%

Professores
Aproveitando o fato que as crianças e adolescentes vivem grudados no celular, essa experiência pode ser usada para ilustrar uma aula de:
Física/Ciências – quando falar sobre sentidos do corpo humano (tato), eletricidade, bons e maus condutores de eletricidade, etc.
História – aproveitar a oportunidade para pesquisar sobre os vários tipos de telas sensíveis ao toque, quem foram seus inventores, novidades que podem surgir no mercado, etc.