Tipos de nuvens
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| Qnt | Material Necessário |
|---|---|
| 1 | Cola Bastão |
| 1 | Estilete |
| 1 | Molde recortar e/ou dobrar |
| 1 | Palito de Sorvete |
| 1 | Papelão Fino |
| 1 | Tesoura |
- Use esse método científico e simples para identificar o tipo de nuvem que está no céu.
- Idade para fazer
- 10
- Idade para brincar
- 8
- Grau de dificuldade
- Fácil
- Tempo
- 10
-
Área da atividade Ciências, Educação artística, Física, -
Tipo da atividade Experiência Científica, Instrumento, Recortar, dobrar e montar, -
Local da atividade Ambiente Aberto, -
Tema para fazer Pressão Atmosférica, Temperatura,
- Porque isso acontece?
-
Tipos de nuvens
As nuvens são as principais responsáveis pela existência da Meteorologia. Sem elas, não existiriam fenômenos como a neve, trovões e relâmpagos, arco-íris ou halos (circulo colorido ao redor do Sol). Uma nuvem consiste num agregado visível de pequenas gotas de água ou cristais de gelo suspensos no ar. Algumas são encontradas a altitudes muito elevadas, outras quase tocam no chão.
Apesar de os astrônomos antigos terem atribuído nomes às maiores constelações há cerca de 2.000 anos atrás, as nuvens não foram devidamente identificadas e classificadas até inícios do século XIX. O naturalista francês Lamarck (1744-1829) propôs o primeiro sistema de classificação de nuvens em 1802, mas seu trabalho não foi reconhecido. Um ano mais tarde, foi a vez do inglês Luke Howard apresentar um novo sistema, esse foi aceito pela comunidade científica. Em 1887, Abercromby e Hildebrandsson generalizaram o sistema de Howard, sendo este o utilizado atualmente. As nuvens aparecem assim divididas segundo as suas dimensões e altura da base.
Apesar de parecerem muitos tipos, basta notar que resultam da combinação de algumas características básicas:
As nuvens altas são sempre antecedidas do prefixo “cirro” porque apresentam sempre um aspecto tênue e fibroso;
As nuvens médias apresentam o prefixo “alto”;
A designação “strato” entra nas nuvens de maior extensão horizontal, enquanto a designação “cumulo” entra nas de maior desenvolvimento vertical;
As nuvens capazes de produzir precipitação (chuva) identificam-se com o termo “nimbo”.Cirrus
São as nuvens altas mais comuns. São finas e compridas e formam-se no topo da troposfera. Formam estruturas alongadas e permitem conhecer a direção do vento àquela altitude (geralmente de Oeste). A sua presença é normalmente indicadora de bom tempo.Cirrocumulus
São menos vistas do que os cirrus. Aparecem como pequenos puffs, redondos e brancos. Podem surgir individualmente ou em longas fileiras. Normalmente ocupam uma grande porção de céu.Cirrostratus
São as nuvens finas que cobrem a totalidade do céu, causando uma diminuição da visibilidade. Como a luz atravessa os cristais de gelo que as constituem, acontece a refração da luz, podendo dar origem a halos (anel de luz ao redor do Sol). Na aproximação de uma forte tempestade, estas nuvens surgem muito frequentemente e, portanto dão uma pista para a previsão de chuva ou neve em 12 - 24h.Altocumulus
São nuvens médias que são compostas na sua maioria por gotículas de água e quase nunca ultrapassam 1 km de espessura. Têm a forma de pequenos tufos de algodão e distinguem-se dos cirrocumulus porque normalmente apresentam um dos lados da nuvem mais escuro que o outro. O aparecimento destas nuvens numa manhã quente de Verão pode ser um sinal para o aparecimento de nuvens de trovoada ao final da tarde.Altostratus
São muito semelhantes aos cirrostratus, sendo muito mais espessas e com a base numa altitude mais baixa. Cobrem em geral a totalidade do céu quando estão presentes. O Sol fica muito tênue e não se formam halos como nos cirrostratus. Outra forma de distingui-las é olhar para o chão e procurar por sombras. Se existirem sombras, então as nuvens não podem ser altostratus porque a luz que consegue atravessar não é suficiente para produzir sombras.Nimbostratus
Nuvens baixas, escuras. Estão associados aos períodos de chuva contínua (de intensidade fraca a moderada). Podem ser confundidas com altostratus mais grossos, mas os nimbostratus são em geral de um cinzento mais escuro e normalmente nunca se vê o Sol através delas.Stratocumulus
Nuvens baixas que aparecem em filas, ou agrupadas com outras formas. Normalmente consegue ver-se céu azul nos espaços entre elas. Produzem-se frequentemente a partir de um cumulus mais alto que o pôr do sol. Diferem dos altocumulus porque a sua base é muito mais baixa e são bastante maiores em dimensão. Raramente provocam precipitação (chuva), mas podem eventualmente provocar aguaceiros no inverno caso se transformem verticalmente em nuvens maiores e os seus topos atingirem uma temperatura de -5ºC.Stratus
É uma camada uniforme de nuvens que habitualmente cobre todo o céu e lembra um nevoeiro que não chega a tocar no chão. Aliás, se um nevoeiro espesso ascender (subir), originam-se nuvens deste tipo. Normalmente não originam precipitação (chuva), que, a ocorrer, o faz sob a forma de chuvisco. Não deve ser confundida com os Nimbostratus (visto que estes originam precipitação fraca a moderada). Além disso, os stratus apresentam uma base mais uniforme. Além disso, estas nuvens não devem ser confundidas com altostratus visto que não deixam passar a luz direta do Sol.Cumulus
São as nuvens mais comuns de todas e aparecem com uma grande variedade de formas, sendo a mais comum aquela que se parece com um chumaço de algodão. A base pode ir desde o branco até ao cinzento claro e pode localizar-se a partir dos 1.000m de altitude (em dias úmidos). O topo da nuvem delimita o limite da corrente ascendente que lhe deu origem e habitualmente nunca atinge altitudes muito elevadas. Surgem bastante isoladas, distinguindo-se assim dos stratocumulus. Além disso, os cumulus têm um topo mais arredondado. Estas nuvens são normalmente chamadas cumulus de bom tempo, porque surgem associadas a dias ensolarados.Cumulonimbus
São nuvens de tempestade, onde os fenômenos atmosféricos mais interessantes têm lugar (trovoadas, aguaceiros, granizo e até tornados). Estendem-se desde os 600m até à tropopausa (12.000 m). Ocorrem isoladamente ou em grupos. A energia libertada na condensação das gotas resulta em fortes correntes no interior da nuvem (ascendentes e descendentes). Na zona do topo, existem ventos fortes que podem originar a forma de uma bigorna.Fonte: http://geofisica.fc.ul.pt/informacoes/curiosidades/nuvens.htm
- O que pode dar errado?
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Tipos de nuvens
É melhor usar papelão fino, é mais fácil para recortar. Se usar papelão grosso é melhor recortar o molde usando um estilete ao invés da tesoura.
Espere a cola secar antes de recortar o molde com o estilete. Se a cola não estiver seca a imagem pode rasgar.
Junto com o molde existem alguns retângulos com informações sobre cada tipo de nuvem, recorte esses retângulos e monte um bloquinho. Depois de identificar qual nuvem está no céu use o bloquinho com mais informações para confirmar se o seu palpite está correto.
- Sugestão de sequência didática
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Tipos de nuvens
Pais
Sempre que possível faça a experiência e/ou construa o instrumento junto com seu(s) filho(s). Explique os detalhes de cada parte da montagem, isso ajuda a desenvolver a curiosidade e criatividade da criança.
Explique para as crianças que esse método científico também é usado para identificar o nível de poluição que sai dos escapamentos dos veículos.

Professores
Esse quadro com imagens pode ser utilizado como atividade extracurricular para diversão dos alunos ou para ilustrar uma aula de:
Português – as crianças podem pesquisar mais informações sobre os tipos de nuvens (imagens e textos) para completar ou ampliar as informações que estão junto com o molde.
Ciências - quando falar sobre pressão atmosférica, formação e tipos de nuvens, etc.